Forma hexagonal dos favos de mel é obra da temperatura

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Abelhas constroem células circulares, a cera derrete e ajusta os ângulos

Já houve quem dissesse que as abelhas são mestres em cálculos complexos de geometria. Mesmo Charles Darwin, autor da teoria da evolução, se rendia às colmeias, para ele “absolutamente perfeitas”, exemplo de economia em matéria-prima e mão-de-obra. Pois uma equipe de pesquisadores da Universidade de Cardiff, no País de Gales, acaba de constatar que as abelhas entendem mesmo é de termodinâmica.

Isso porque, antes de se transformarem em hexágonos, os favos das colmeias têm forma circular. Ao longo da construção das fileiras – prateleiras onde são depositados pólen e mel -, os favos vão ganhando forma hexagonal levemente arredondada.

Boquiaberto com o talento das abelhas para a geometria? E se o segredo das colmeias estivesse na termodinâmica? Foi o que descobriu um grupo de pesquisadores da Universidade de Cardiff, no País de Gales.

Funciona assim: as abelhas constroem favos circulares cuja cera, a uma temperatura de aproximadamente 45 ºC, começa a derreter como um líquido elástico e viscoso. Ela se estica como um caramelo, e os ângulos se formam na junção das células, dando origem aos hexágonos.
Foto: Jacques Demarthon/AFP

Assim, ao longo da construção das fileiras – prateleiras onde são depositados pólen e mel -, os favos vão ganhando forma hexagonal levemente arredondada. De acordo com os pesquisadores, o calor na origem dessa transformação é fornecido pelas abelhas operárias, que trabalham sem parar, lado a lado, na construção das fileiras.
Foto: Jacques Demarthon/AFP

Forma hexagonal dos favos de mel é obra da temperatura Juan Mabromata/AFP

Pensadores têm se maravilhado com a engenhosidade das colmeias por milhares de anos | Foto: Juan Mabromata/AFP

 

Por milhares de anos pensadores se maravilharam com o feito de engenharia das colmeias. Cada célula constitui um hexágono perfeito que não apenas garante robustez à estrutura, como é a forma mais esperta de estocar mel.

Foto: Juan Mabromata/AFP

O segredo está nas propriedades físicas da cera, que, derretida, uniria favos adjacentes. Numa temperatura de aproximadamente 45 ºC, a cera começa a derreter como um líquido elástico e viscoso. Ela se estica como um caramelo, e os ângulos se formam na junção das células, dando origem aos hexágonos.

De acordo com os pesquisadores, o calor na origem dessa transformação é fornecido pelas abelhas operárias, que trabalham sem parar, lado a lado, na construção das fileiras.

Mais de 130 anos após a morte de Darwin, os cientistas não perderam a capacidade de prestar homenagens ao engenho das abelhas. “Nós ficamos maravilhados com o papel das abelhas no processo: aquecendo, endurecendo e afinando a cera exatamente onde é necessário”, afirmam os pesquisadores, em artigo publicado na revista da Royal Society britânica.

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